fevereiro 2007


Para os que querem fugir do pagode do carnaval, ai vao dois belos clips, ambos com Duo Assad aos violoes e Yo-Yo Má ao Cello, para a TV Japonesa.

O primeiro é da música Menino:

E o segundo é um tango, chamado Zita.

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Este clip da musica “Mao da Limpeza”, com Gil e Chico, é fantastico. Que bela maneira para discutir o preconceito que ainda continua tão grande no nosso País!

Nesta reportagem da BBC Brasil voce pode ver uma garota que soluca 55 vezes por minuto ha mais de 3 semanas. E nenhum medico consegue resolver…

Depois dizem que a medicina esta muito avancada. Assim realmente nao da !

Ao que parece a Midia finalmente decidiu abrir espaço em sua programação para falar sobre o aquecimento global. Desde a divulgação do relatório sobre mudanças climáticas em Paris, há 15 dias, diversas materias e programas vem abordando o tema. Não há dúvidas de que a maior parte das matérias são superficiais, mas pode-se tambem encontrar alguns com qualidade. De todo modo parece que finalmente o tema entrou de vez na agenda e na cabeca das pessoas, o que é o primeiro passo para se realizar algo.

Ontem por coincidência, dois programas abordaram a questão ambiental levando em conta a situação atual do Parque Nacional do Xingú.Povo Kurikuro fotografado por Tatiana Cardeal

O primeiro foi um “Conexao Roberto Davilla”, na TV Cultura, tendo Washington Novaes como entrevistado. Programa excelente abordando a questão ambiental e a sua experiência no parque nacional do Xingu, há mais de 20 anos. Lembrou Pierre Clastres, que dizia que geralmente nos referimos aos índios pelo “negativo”, enfatizando o que eles não possuem , como roupas, TV ou automóveis, quando na realidade, o importante seria compreender o que eles tem que nós, ocidentais, não temos.

Para Clastres, os indios tem pelo menos 3 coisas importantes que não existem na nossa sociedade:

  1. Autonomia– marcada pela capacidade de subsistência. Em uma aldeia há uma divisão entre os que pescam, cacam, cozinham, constroem e curam, permitindo que o grupo viva autonomamente, sem precisar de recursos externos.
  2. Independência– Os indígenas não se subordinam aos outros indígenas. O cacique o o pajé são detentores de um saber acumulado que pode ser utilizado em aconselhamentos e moderação de conflitos
  3. Conhecimento compartilhado – O conhecimento é transmitido oralmente e compartilhado por todos, servindo a toda a comunidade.

Estas três características desapareceram da sociedade ocidental há muito tempo, mas são fundamentos próximos aos que buscamos quando falamos em sociedade em rede, trabalho colaboratibo e conhecimento livre. Talvez seja um bom momento para reler o clássico A Sociedade Contra o Estado, de Clastres.

O segundo programa foi um especial do SBT, realizado basicamente por uma reporter que pasosu menos de 1 semana no parque. O aprentador do programa fazia um breve resumo do que seria mostrado em cada bloco, no estilo Globo Reporter), e se referia à reporter como “A Reporter”, falando frases como “Agora, a Reporter visitará a aldeia XYZ…em seguida a reporter presenciará uma cerimonia do Quarup”, e por ai a fora.

Em um dos blocos “a reporter” (não sei seu nome, pois nao disseram nem apareceu nas legendas) pergunta ao Cacique se eles utilizam sabonete ou shampoo, e ele diz que não, que indios não precisam destas coisas.

Em um segundo momento, “a reporter” comenta que os Indigenas da aldeia utilizam o rio para tomar água, tomar banho e lavar roupas. Em seguida a moça se dirige ao Rio para tomar banho com os indígenas e leva seu xampoo e “ensina” as indigenas a utilizar o produto , como se o mesmo fosse necessário ou indispensável para aquela população. Ao que parece a moça nem chegou a pensar que o Xampoo não é biodegradável e portanto iria poluir as águas do Rio em que outros indígenas, mais a frente, irão beber água.

Será que a repórter está acostumada a beber a água de seu próprio banho ? Será que ela, o apresentador, a equipe de produção e todos os demais que trabalham na “Rede SBT” não se dão conta que este tipo de comportamento apenas prejudica o meio ambiente ao invés de contribuir para o fortalecimento dos povos indígenas e de sua cultura ? Se a gafe foi cometida no local, os editores deveriam, ao menos evitar um processo de “deseducação” em massa através da Televisão.

Em Tempo: Tatiana Cardeal, que tirou a foto dos Kurikuro durante um Quarup, tem um excelente blog, o Brazil> Social Photography, assim como varios alguns de fotos no Flicker, que valem a visita!

Alguns acompanharam os problemas que tive com um sofa comprado ha pouco mais de um ano. As idas e vindas e brigas com uma loja “conceituada, de design”, como gostam de qualificar alguns. A loja é a Arredamento e um pouco da novela com o sofa esta documentado em alguns posts neste blog.

Um dia desses recebi o comentario de uma leitora dizendo que a loja havia sido fechada….e não dei bola. E não é que era a mais pura verdade? Tentamos ligar para a loja para fazer uma nova reclamação (precisariam trocar o sofá novamente) e o segurança atende…e diz que a loja fechou e comecamos o seguinte dialogo:

– A Loja fechou? Mas e as outras?

– Tambem, esta aqui foi a ultima a fechar.

– E a Fabrica?

– Tambem

– Como fazemos para falar com os responsaveis pois estamos na garantia e temos uma reclamacao a fazer.

– A moco, nao sei nao. Nos chegamos aqui ha 2 semanas e a loja estava fechada. Fomos todos demitidos, sumariamente, e nao nos explicaram nada. Muita gente liga e nao sabemos o que dizer. Nao temos qualquer informacao sobre nossa situacao nem sobre o que fazer com os clientes.

Vejam so a situacao. Temos um sofa que esta com problemas estruturais e ainda no prazo da garantia, mas como fazer valer nosso direito se os responsaveis pela empresa desapareceram? Poderiamos ir ao Procon, ou IDEC ou sei la, mas quais as reais possibilidades de sermos resarcidos ? Quase nulas. Basta ver que mesmo depois de 10 anos ainda ha moradores do Palace II que nao foram indenizados, assim como vitimas do acidente da TAM em SP.

Dizem que um dos (inumeros) problemas do Brasil é que a justica é lenta….Acho que é lenta, incompetente e injusta….e alem do mais temos uma ministra com um nome de romance policial. Hellen Grace. Parece piada, mas nao eh…