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Depois de muito tempo sem reclamar…acho que vou voltar à ativa….tem muita coisa errada por ai e to realmente cancado….

Ai vai uma noticia terrivel…que explica muito dos atrasos nesses tristes tropicos

Ontem saiu no Valor que a remuneracao dos executvos brasileiros cresceu 36% no ano passado.Entre as 189 empresas pesquisadas, a remuneracao média dos diretores foi de “apenas” R$ 1,86 milhão. Digo apenas porque esta bem abaixo das campeas, que complementam a remuneracao com bonus e participacao acionaria. A campea é o Itaú Unibanco, cujos diretores receberam, na media 14,4 MILHOES.

Estes números explicam tantas coisas…porque somos campeoes com gastos com seguranca (guarda privados, carros blindados, num de helicopteros), porque essas pessoas nao conseguem (e nem querem) desfrutar de espacos publicos, a cultura do consumo, os precos dos imoveis e restaurantes em Sao Paulo e Rio de Janeiro (mais caro que Paris ou Nova York)……

O “Valor Econômico” informa que as empresas que melhor remuneraram os diretores em 2010 foram:

Empresa Remuneração anual (R$ milhões)
Itaú Unibanco 14,4
OSX 13,3
HRT 11,6
Vale 11,3
OGX 9,9
Ultrapar 9,1
PDG 9,1
MPX 6,2
AmBev 5,3
ABC Brasil 4,9

Ai vai um texto que “quase” é de Luis Fernando Veríssimo…

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Na verdade trata-se de um texto de Sarah Westphal Batista da Silva, que circulou pela Internet como se fosse de Veríssimo e chegou a ser publicado em uma coletânea com com textos de Drumond, Bandeira e Clarisse Linspector no Salão do Livro de Paris…

Presque�

Luis Fernando Verissimo

24/3/2005 � Zero Hora

A internet � uma maravilha, a internet � um horror. N�o sei como a Humanidade p�de viver tanto tempo sem o e-mail e o Google, n�o sei o que ser� da nossa privacidade e da nossa sanidade quando s� soubermos conviver nesse syberuniverso assustador. O mais admir�vel da internet � que tudo posto nos seus circuitos acaba tendo o mesmo valor, seja receita de bolo ou ensaio filos�fico, j� que o meio e o acesso ao meio s�o absolutamente iguais. O mais terr�vel � que tudo acaba tendo a mesma neutralidade moral, seja prega��o inspiradora ou prega��o racista � ou receita de bomba � j� que a linguagem t�cnica � a mesma e a promiscuidade das mensagens � incontrol�vel. N�o temos nem escolha entre o admir�vel e o terr�vel, pois acima de qualquer outra coisa a internet, hoje, � inevit�vel.

Uma das incomoda��es menores da internet, al�m das repetidas manifesta��es que recebo de uma inquietante preocupa��o, em algum lugar, com o tamanho do meu p�nis, � o texto com autor falso, ou o falso texto de autor verdadeiro. Ainda n�o entendi o recato ou a estranha l�gica de quem inventa um texto e p�e na internet com o nome de outro, mas o fato � que os ares est�o cheios de atribui��es mentirosas ou duvidosas. J� li v�rios textos com assinaturas improv�veis na internet, inclusive v�rios meus que nunca assinei, ou assinaria. Um, que circulou bastante, comparava duplas sertanejas com drogas e aconselhava o leitor a evitar qualquer cantor sa�do de Goi�nia, o que me valeu muita correspond�ncia indignada. Outro era sobre uma dor de barriga desastrosa, que muitos acharam nojento ou, pior, sensacional. O inc�modo, al�m dos eventuais xingamentos, � s� a obriga��o de saber o que responder em casos como o da senhora que declarou que odiava tudo que eu escrevia at� ler, na internet, um texto meu que adorara, e que, claro, n�o era meu. Agradeci, modestamente. Admiradora nova a gente n�o rejeita, mesmo quando n�o merece.

O texto que encantara a senhora se chamava “Quase” e �, mesmo, muito bom. Tenho sido elogiad�ssimo pelo “Quase”. Pessoas me agradecem por ter escrito o “Quase”. Algumas dizem que o “Quase” mudou suas vidas. Uma turma de formandos me convidou para ser seu patrono e na �ltima p�gina do caro cat�logo da formatura, como uma homenagem a mim, l� estava, inteiro, o “Quase”. N�o tive coragem de desiludir a garotada. Na internet, tudo se torna verdade at� prova em contr�rio e como na internet a prova em contr�rio � imposs�vel, fazer o qu�?

Eu gostaria de encontrar o verdadeiro autor do “Quase” para agradecer a gl�ria emprestada e para lhe dar um recado. No Sal�o do Livro de Paris, na semana passada, ganhei da autora um volume de textos e versos brasileiros muito bem traduzidos para o franc�s, com uma surpresa: eu estava entre Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e outros escolhidos, adivinha com que texto. Em franc�s ficou Presque.

No mundo da web é comum que apareçam hipóteses implausíveis.

Uma das mais recentes é de Paulo Lima, que em seu blog C´est ça sugere quee eu seria o alter ego de Dalberto Adulis, responsavel pelo blog A Rede. Tudo porque temos um prenome em comum. O mais complicado é que ele utiliza um servidor de blog em frances e, talvez por isso, acabe postando fotos de ponta cabeça…como neste post.

De onde será que surgiu esta idéia ? Acho que no Botafogo, em alguma mesa do Manolo, ou no balcao do Seu Domingos….

Eh dificil saber qual o pior neste video.

Se o ciclista desonestou ou o torcedor agressivo…

Câmara aprova proibição de outdoors em SP a partir de 2007

http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/31901.shtml

João Novaes

Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram, em segunda votação, nesta terça-feira (26/09), o Projeto de Lei 379/06, de autoria do prefeitura, que proíbe a publicidade externa na capital paulista. O projeto, denominado Cidade Limpa, foi aprovado por 45 votos favor e 1 contra — do vereador Dalton Silvano (PSDB), ligado ao ramo de publicidade.

Na prática, com a aprovação da lei, a partir de 2007, fica proibido qualquer tipo de publicidade externa na cidade. Outdoors, placas, painéis, pinturas em muros, entre outros meios, estão todos proibidos a partir do dia 1º de janeiro de 2007.

Também ficam vetados pelo projeto, por exemplo, anúncios em táxis, ônibus, bicicletas, trailers e até mesmo aeronaves, incluindo os chamativos dirigíveis.

A única forma de publicidade permitida em locais abertos são as placas indicativas de comércio, que sejam de propriedade do imóvel onde a placa se localiza —como iluminação de lojas e restaurantes, por exemplo. No entanto, elas devem respeitar uma metragem de acordo com o tamanho do imóvel.

Quando a fachada do imóvel for inferior a 10 metros lineares, a área total do anúncio não deverá ultrapassar 1,5m². Quando for igual ou superior a 10 metros lineares e inferior a 100m, a área total do anúncio não deverá ultrapassar 4m².

Eventos culturais
De acordo com a lei, não são considerados anúncios os banners ou pôsteres indicativos de eventos culturais que serão exibidos na própria edificação, para museu ou teatro, desde que não ultrapassem 10% da área total de todas as fachadas.

O projeto foi aprovado na forma de um substitutivo, apresentado pela liderança do governo. Segundo o vereador Gilson Barreto (PSDB), líder do governo na casa, após um acordo entre os líderes partidários, decidiu-se por postergar a vigência da lei. Ela deveria passar a vigorar dez dias após sua publicação, mas a retirada dos anúncios deve ocorrer até o dia 31 de dezembro de 2006.

“Está tudo proibido. Esse projeto vai limpar a cidade, ela vai ficar mais bonita, é um projeto que agrada a todos. As empresas de publicidade vão ter um tempo para se adequar à nova realidade. Ela só vale para a cidade de São Paulo, e as empresas ainda poderão atuar em todo o Estado e no país”, afirma o vereador Gílson Barreto (PSDB), líder do governo na Câmara.

O projeto, segundo Barreto, deve ser sancionado pelo prefeito Gilberto Kassab, um de seus principais defensores, até o fim do mês.

Para acessar a íntegra do projeto, clique aqui.

LEI Nº 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990.

Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

TÍTULO I
Dos Direitos do Consumidor

 

SEÇÃO III
Da Responsabilidade por Vício do Produto e do Serviço

Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.

§ 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:

I – a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso;

II – a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;

III – o abatimento proporcional do preço.

Um blog que esta causando muita polemica eh o Jesus de Chicoteia. Muito interessante…vale a pena espiar se voce simpatiza com o tema.

De la vem esta perola..

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Questão de perspectiva

Quando eu tinha fé, achava que minha fé era fraca. Hoje, no vôo que me levava a Belo Horizonte, percebi que fraco mesmo é o meu ateísmo. Basta uma turbulência de modesta intensidade para eu começar a rezar.